quarta-feira, 25 de maio de 2011

ORÇANDO UM ESTUDO PRELIMINAR.

Após estimar o custo de um projeto ou obra a partir de uma idéia subjetiva, passamos agora para uma etapa mais próxima da realidade: O ESTUDO PRELIMINAR. Para extrair o máximo deste artigo é preciso entender o que é, qual a sua finalidade e quais as informações ele nos traz.
 

Fazendo uma breve pesquisa na internet achei um site que definiu bem a idéia deste estudo. Segundo o site www.arquitetando.xpg.com.br o estudo preliminar é a elaboração de um esboço inicial do projeto a partir das necessidades do cliente.  Este esboço busca atender as aos anseios do cliente levantados no início do projeto. Com este estudo,  algumas informações essenciais do projeto são definidas como a quantidade de ambientes, padrão da construção, número de pavimento entre outras definições. Claro que muitas vezes estas informações não são suficientes para definir como será a obra.  Por esta razão, o estudo preliminar muitas vezes avança até chegar ao anteprojeto. No anteprojeto, as dimensões e as principais características da obra são definidas, como exemplo os tipos de revestimentos, cores, acabamentos, volumetria, instalações, funcionalidades, etc. Claro que nem tudo é definido nesta fase, pois caso contrário não haveria as fases de projeto básico e executivo.  Nesta fase, diferente da primeira, tem-se uma visão mais clara do que está sendo projetado.  

Depois destas definições é que começamos a orçar o projeto, preliminarmente. Com todos os elementos fornecidos pelos projetistas podemos iniciar a elencar os principais serviços que darão forma ao nosso produto. Neste momento podemos contar com uma mãozinha da norma de orçamento, conhecida pelo numero NBR 12.721/2005.  A norma possui além de orientações sobre como orçar uma obra, traz consigo uma relação com os principais serviços que uma obra de engenharia deve ter.  A relação encontra-se dentro da norma no ANEXO B, das páginas 49 até 54. Claro que nem todos os itens da relação contida na norma vão ser contemplados nos orçamentos.  E da mesma maneira, nem tudo que o projeto determinou tem na mesma relação. Bem, mas uma coisa eu garanto: para quem não tem prática com orçamento esta relação mostra uma seqüência lógica de quase todos os serviços que deverão ser orçados.

Como citamos a norma, gostaria de fazer uma breve observação sobre o acesso a ela. Lembramos que em nenhum momento faremos apologia a pirataria e divulgação gratuita de documentos que devem ser comprados, mas basta digitar nos principais buscadores da internet o termo “norma 12.721” que haverá uma grande quantidade de cópias deste documento.

Continuando, podemos dizer que parte dos nossos problemas foram solucionados, ou seja, temos um projeto mais próximo da realidade e temos uma relação orientativa dos serviços.  Agora devemos ir atrás dos custos dos serviços, certo? Não, ainda não. O preço unitário não serve de nada se não temos os quantitativos de cada serviço, ou seja, quantos metros quadrados de parede, quantas portas e janelas o projeto apresenta ou quantos pontos de água ou luz teremos na edificação. Como o projeto é preliminar e muitas alterações ainda podem ser feitas.  Por este motivo o levantamentos destes quantitativos são feitos a grosso modo, não levando em consideração minúcias que vamos ver nas próximas etapas do orçamento. Vamos dar um exemplo: digamos que estou fazendo o levantamento de quantos metros quadrados de alvenaria – parede de tijolos ou blocos de concreto – eu tenho em um determinado ambiente do projeto. Sabemos que todos os ambientes têm que ter, no mínimo, uma porta e que no lugar desta porta não haverá alvenaria. Bem, nas próximas etapas, dependendo da área total desta parede deveremos descontar o vão – abertura – da porta, porém na fase do estudo preliminar, este cuidado não é necessário.


Levantados todos os quantitativos podemos agora inserir os preços dos serviços. Atualmente temos várias fontes de governamentais e privadas que nos fornecem estes dados gratuitamente. Segue abaixo algumas fontes:

  • SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – elabora pela Caixa Econômica Federal, este serviço está disponível gratuitamente na internet, tanto para download como para pesquisa on-line, e é atualizada mensalmente para cada estado. Segue os links:

On-line:

Download:


  • SICRO 2 – Sistema de Custo Rodoviário – elaborado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) esta tabela traz os principais serviços de construção, manutenção e conservação de rodovias. Também é regionalizada e atualizada periodicamente sendo que com um maior espaço de tempo entre as publicações.  Para baixa devemos clicar no link:

 

  • CEHOP/ORSE – Orçamento de Obras de Sergipe – é elaborado pela Secretaria de Estado da Infra Estrutura do estado de Sergipe e apresenta uma boa variedade de serviços.  Claro que os custos apresentados nesta fonte de pesquisa são os valores utilizados no estado que os elaborou, mas no caso de não termos um preço nas duas primeiras fontes de pesquisa, podemos pesquisar em uma tabela semelhante.




  •  PINIWEB – Elaborado pela editora técnica PINI, os preços podem ser pesquisados de duas formas: através da aquisição da Revista Construção Mercado ou acessando o site na seção PREÇOS PESQUISADOS.  Claro que para acessar é necessário fazer um cadastro, mas além de grátis é rapido.




De posse destas quatro fontes de pesquisa, mais a relação de serviços e os quantitativos levantados já será possível fazer um orçamento do estudo preliminar.  Claro que nem todos os serviços serão encontrados nestas fontes, mas para esta etapa você pode pegar serviços semelhantes.
 

Para fechar este post gostaria de voltar um pouco no passado e lembra que quando estamos classificando o orçamento, usamos o termo viabilidade econômica. Por uma questão de nomenclatura, o orçamento do estudo preliminar pode ser chamado de viabilidade econômica. E baseando-se no mesmo post vimos que a variação deste tipo de orçamento é mais ou menos 30%.  Esta faixa de variação pode ser a princípio, considerada muito alta e longe da realidade, mas alguns fatores podem influenciar como:

  • Indefinição dos projetos complementares;
  • Incerteza nos quantitativos;
  • Utilização de preços que desatualizados ou incorretos, etc.

Mesmo com estas incertezas o custo deste projeto ou obra está bem mais real que a estimativa.

Espero que este post tenha esclarecido um pouco sobre este assunto. 

Finalizando, gostaria de pedir a todos que divulguem o blog, comentem, dê sugestões e cadastrem-se.  Só assim podemos continuar com este projeto.  Até o próximo post.

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns!!! Muito bem claro e ótimas dicas.Voltarem sempre para acompanhar e ficar por dentro das novidades.
Um forte abraço.